terça-feira, 6 de maio de 2014

Resenha: Todo dia, David Levithan, Galera Record

Sinopse: Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.
“É muito pouco másculo falar que esse livro me fez chorar? É? Ok, então vou só dizer que esse livro é incrível, e, com licença, tem alguma coisa no meu olho.” — Daniel Handler, autor de Por isso a gente acabou.
Fonte: http://www.galerarecord.com.br/galera_livro.php?id=149

Esse é um daqueles livros que eu costumo chamar de "ideia brilhante, desenvolvimento ruim". A ideia é, realmente, muito original e interessante (imagine-se acordando todo santo dia em um corpo completamente diferente, de uma pessoa que você nem conhece, em uma casa que não é sua, com amigos, família e responsabilidades que não são suas, e sem poder fazer e falar absolutamente nada a respeito disso?). Mas, porém, entretando, todavia, um livro que tinha tudo para me apaixonar não conseguiu. Por quê?

Primeiro pela escrita "rançosa" (não encontrei termo melhor rsrs) do David Levithan. Eu não sei explicar bem o que é, só sei que o texto dele dá a impressão de que está preso, não tem fluidez como eu gostaria que tivesse. Segundo pelo gosto de "inacabado" e "mal explicado" que o livro deixou em minha "boca". Chegando no fim da história surgem personagens interessantíssimos que fazem parecer, para o leitor, que serão as respostas para o incrível mistério da história: por que A acorda todo dia em um corpo diferente? Esses personagens dão, sim, umas poucas respostas (ou estão mais para pistas ruins?). Mas insuficientes. Realmente insuficientes. E o final, bom, o final é daqueles que te faz exclamar: "e daí, e aí, é só isso, o livro acabou assim?!).


Acho que, no entanto, Levithan tem certo mérito, sim. Primeiro pela criatividade da história, como já disse, e segundo pela maturidade do personagem. Apesar de ser classificado como um YA, e apesar de A ser um adolescente, ele é bastante maduro e esperto para sua idade. Sua vida pode ser descrita, sinceramente, como um inferno, mas ele consegue resistir a isso, e viver com isso. Ao contrário de Will Grayson, que escreveu em parceria com o John Green, neste livro os personagens não são adolescentes bobões, cujas preocupações e vidas, a até diálogos, são fúteis e idiotas. Os personagens aqui são muitíssimo mais densos e interessantes. E isso é o que me fez não achar a obra ruim.


Indico para aqueles que gostam de YA e que querem ler um YA diferente. Mas, aviso, não esperem uma história de tirar o fôlego.


Nota: 





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