sexta-feira, 30 de maio de 2014

Resenha: O diário de Bridget Jones, Helen Fielding, Record

Esse é um livro para todas as mulheres que já passaram um dia inteiro em frente ao telefone esperando uma maldita ligação que nunca vem. Ou que vivem fazendo dieta. Ou que ficam com aquele cafajeste que, todo mundo sabe, é um cafajeste. Esse livro é divertidíssimo, afiadíssimo e muito bobo, às vezes. Mas é isso tudo o que se espera de um chick-lit. Se você quer diversão, let's go!

Sinopse: Livro que inspirou o filme estrelado por Renée Zellweger. O romance relata um ano na vida de Bridget Jones, uma mulher solteira, de trinta e poucos anos, que luta com todas as forças para emagrecer, encontrar um namorado, parar de beber e largar o cigarro. Uma história aparentemente comum, mas narrada em estilo impecável e extrema sensibilidade. Numa demonstração de acuidade, a autora tira do cotidiano de uma balzaquiana a matéria-prima para um livro memorável.

Fonte: http://www.skoob.com.br/livro/917-o_diario_de_bridget_jones

Helen Fielding criou uma personagem que é louca. Sim, ela é. Mas a sua loucura é a de todas nós mulheres: a loucura de querer controlar todos os pequenos detalhes da vida, quando nem mesmo os grandes nós conseguimos, muitas vezes. Bridget sofre com a sua mãe que é completamente, absolutamente, pirada e com toda a sua família que vive cobrando que ela se case. Um problema comum na vida de quase toda mulher de 30 anos que está solteira. Ela está totalmente insatisfeita com o seu trabalho, bebe - MUITO - mais do que deveria e fuma como uma chaminé. Para piorar tudo está envolvida com seu chefe, que é um perfeito canalha. E tem amigas que vivem dando a ela conselho baseados em livros de auto-ajuda que não lhe ajudam em nada.

Mas de repente surge em sua vida o Sr. Darcy. Não, não é o de "Orgulho e Preconceito". Mas parece. Para mim as melhores partes do livro são os diálogos entre Bridget e Darcy. A diferença enorme entre suas personalidades e a tensão sexual que paira no ar (mas que sempre é quebrada por alguma confusão que a Bridget apronta) são divertidíssimas. 

Esse livro é para se divertir, somente. Para aqueles momentos em que você já leu livros sérios demais e precisa "refrescar" as ideias. Ele rende muitas gargalhadas, e esse é o seu maior mérito. Recomendo ele para mulheres de todas as idades e para os homens também. Assim eles poderão rir um pouco das neuroses que assolam as mulheres modernas (pelo menos em algum momento da vida, somos todas um pouco Bridget Jones). Mas, garotos, não tentem entender a Bridget. Nem qualquer uma de nós. 

Nota: