quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Resenha: Perdido em Marte (The Martian), Andy Weir, Arqueiro

País de Origem: EUA
Ano da edição original: 2011
Ano da edição brasileira atual: 2014
Tradução: Marcello Lino
Nº de páginas: 336

Sinopse: Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente. Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico – e um senso de humor inabalável –, ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá. Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.




MINHA EXPERIÊNCIA DE LEITURA


Ridley Scott é um dos meus diretores de cinema favoritos. Alguns dos melhores filmes que já vi na vida são dele: ‘Alien – o oitavo passageiro’, ‘Blade Runner – o caçador de androides’, ‘O silêncio dos inocentes’ e ‘Gladiador’. Percebe-se que o trabalho dele é bastante diversificado, mas ele brilha mais quando faz ficção científica, sem dúvida. E amanhã estreia mais uma obra sua: ‘Perdido em Marte’, estrelando Matt Damon e baseado no livro homônimo de autoria de Andy Weir. Decidi lê-lo para me preparar para as telonas.

‘Perdido em Marte’ é um livro de ficção científica totalmente diferente dos que já li. Boa parte dele é escrito em forma de diário de bordo do astronauta Mark Watney, que é deixado – acidentalmente - em Marte após a tripulação da missão Ares 3 ter que sair às pressa do planeta, devido a uma tempestade de areia. A história se passa em um futuro onde as viagens ao planeta vermelho são feitas de tempos em tempos, e a exploração espacial está bem mais avançada do que nos dias de hoje.

O melhor elemento da obra é, com certeza, o seu protagonista. Engenheiro mecânico e botânico, Mark é extremamente inteligente, criativo, durão e engraçado. Todas essas características mostram-se fundamentais para a sua sobrevivência no decorrer da história, e as ideias inventivas que ele tem para contornar as dificuldades são brilhantes e hilárias ao mesmo tempo. Aliás, essa boa dose de humor que permeia todo o enredo é o que talvez mais o diferencie dos títulos sci-fi nas livrarias, e provavelmente foi o responsável por torná-lo um best-seller. Além disso, é uma abordagem que aproxima o personagem do leitor e o faz parecer crível, tornando possível que se crie empatia por ele, e ao mesmo tempo fugindo do clichê de tornar toda história de sobrevivência em dramas sem fim.

O livro usa alguns termos técnicos e conceitos de física, matemática, química, astronomia e biologia. Isso pode ser um ponto negativo para algumas pessoas, mas para mim, que sou da área de exatas e acostumada a ler livros desse tipo, foi um deleite. No entanto, leitores não muito familiarizados com esses conceitos não devem se sentir desestimulados a ler a obra por causa disso, já que as explicações do protagonista tornam tudo engraçado e simples.  


VEREDITO


‘Perdido em Marte’ é um livro com um conteúdo científico interessante, engraçado em muitos momentos e em outros, assustador e angustiante, além de ter um dos protagonistas mais carismáticos que já vi. O autor abre mão do dramalhão típico (mas justificado, eu sei) de histórias de sobrevivência e entrega para o leitor uma obra divertida e que entretém. Apesar de utilizar muitos clichês ao longo do enredo, possui algumas particularidades e acaba sendo uma obra bastante original e fiel ao que propõe.

Recomendado!

Nota:

4/5