segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Resenha: X–Men - A saga da Fênix Negra, Chris Claremont & John Byrne, Salvat (Marvel Comics)

País de Origem: Estados Unidos
Edições Originais: Uncanny X-Men #129-138
Ano da publicação original: 1980
Ano da edição brasileira atual: 2014
Tradução: Mario Luiz C. Barroso
Nº de páginas: 196
Coleção: Coleção Oficial de Graphic Novels da Marvel

Sinopse: Há muitos anos, Jean Grey sacrificou a própria vida para garantir a sobrevivência de seus amigos. Quando todos a julgavam perdida para sempre, ela retornou, não mais como a Garota Marvel, mas como a quase onipotente Fênix. No entanto, pode um simples mortal possuir o poder de um deus? 



MINHA EXPERIÊNCIA DE LEITURA

Esta é considerada, por muitos fãs e críticos, a melhor história dos X-Men. E com razão. Esta HQ é a obra-prima da dupla de maior sucesso à frente do título Uncanny X-Men (Fabulosos X-Men): Chris Claremont e John Byrne, duas grandes lendas dos quadrinhos.

“A saga da Fênix Negra” é lendária por diversas razões, entre elas: nesta história surgiram as duas mutantes Crystal e Kitty Pryde – esta última fundamental para a história ‘Dias de um futuro esquecido’, que se passa após a saga da Fênix -; nela surgiu também o Clube do Inferno no universo mutante, um grupo de vilões muito interessantes e poderosos; e, é claro, por ser a saga em que Jean Grey (a Fênix) perde o controle sobre seus poderes e por mostrar as consequências disso para os X-Men e para o resto do mundo.

O roteiro de Claremont é fabuloso – bem amarrado, cheio de ação (afinal de contas, é um história de super-heróis), com um certo suspense, e contendo elementos psicológicos e filosóficos. Apesar de ser uma história da década de 1980, é bastante adulta e nem um pouco datada – tanto que integra o seleto rol de maiores clássicos de todos os tempos da 9ª arte.

Eu me diverti horrores lendo a HQ e fiquei fascinada com o final. Percebi, também, que apesar de ter inspirado o filme X-Men 3, possui um roteiro extremamente diferente – e muito melhor.

DESENHOS:

John Byrne tem um traço bastante característico: sujo, detalhista e cheio de movimento. E a colorização faz jus aos desenhos dele. Para quem, assim como eu, gosta das cores vivas e quentes características dos quadrinhos da década de 1980, o trabalho de Glynis Oliver-Wein e Bob Sharen, os coloristas da HQ e colaboradores de Claremont e Byrne também em ‘Dias de um futuro esquecido’, é impressionantemente coeso e bem feito.




VEREDITO

Esta é mais uma obra indispensável que deve ser lida por todos. Mas não apenas por estar no rol dos clássicos: principalmente por ser muito boa, bem escrita, bem desenhada e divertida. Uma HQ excelente que faz jus à importância da escola de mutantes do professor Xavier para o universo Marvel.

Recomendada!

5/5



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