domingo, 24 de maio de 2015

Resenha: Aquaman – As profundezas, Geoff Johns, Ivan Reis, Joe Prado & Rod Reis, Panini Comics (DC Comics)

Aquaman - As profundezasPaís de Origem: EUA
Ano de Origem: 2011
Ano da edição brasileira atual: 2015
Nº de Páginas: 144
Números Incluídos: #1 a #6 de Aquaman – The New 52
Série: Encadernados de Capa Dura dos Novos 52

Sinopse: Sob as águas que cobrem a terra, Aquaman reina supremo. Mas, no mundo da superfície um mundo que ele e a bela e fatal Mera lutam para proteger - o Rei dos Mares está fora de seu elemento. A humanidade o despreza e o desrespeita, da mesma forma que faz com o oceano que ele comanda... porém, uma nova ameaça aterrorizante emergido abismo negro quilômetros abaixo da superfície.Lá, nenhuma luz alcança, e apenas a fome e o ódio conseguem sobreviver. O Fosso acaba de ser aberto, despejando seu horror, e Aquaman precisará fazer uma escolha que vai contrapor a sobrevivência de uma espécie (a nossa espécie) à outra...ou o mundo todo será arrastado para o abismo!



MINHA EXPERIÊNCIA DE LEITURA

Em 2011 a DC Comics zerou o número de seus títulos e fez um reboot. Surgiram assim os The New 52 (Novos 52 aqui no Brasil), 52 “novos” títulos de quadrinhos – alguns realmente novos, outros nem tanto, como Batman, Superman, Lanterna Verde e Aquaman. Em alguns títulos foi dada continuidade às suas cronologias mas com uma nova roupagem, como em Batman. Em outros, como em Action Comics, Superman ganhou uma nova origem. Eu, como boa decenauta que sou, fiquei interessada em ler algo entre tantos títulos. Mas teria que ser criteriosa para não perder tempo com histórias ruins. Descobri que um dos títulos dos Novos 52 mais elogiados aqui no Brasil pelos leitores é Aquaman, de Geoff Johns, com desenhos do brasileiro Ivan Reis e arte-finalização de Joe Prado. Mas será que valeria à pena ler algo sobre um herói que eu mal conheço, e por quem nunca me interessei? Decidi arriscar – e tive uma grata surpresa.

Arthur, ou Aquaman, nunca foi muito levado a sério entre os leitores de quadrinhos. Ele foi relegado a um mero coadjuvante em muitas sagas da DC Comics. Sempre foi zoado por causa da sua roupa, por “falar” com peixes e por não ser tão bad-ass quanto Batman ou Superman. Geoff Johns decidiu usar esses “pontos fracos” do personagem e transformá-los em um plot para seu run nos Novos 52.  Deu certo. Johns escreveu o roteiro perfeito para quem, assim como eu, nunca leu nada sobre o Aquaman, mas tem a impressão de que ele não é um herói relevante. Não há uma nova origem para o protagonista, mas os outros personagens – sua esposa, Mera, seu arqui-inimigo, Arraia-Negra, seu falecido pai adotivo dentre outros – são apresentados ao leitor de forma natural, no decorrer da história. Isso fez com que eu entendesse praticamente tudo o que estava acontecendo, mesmo sem fazer uma leitura ‘mais atenta’.

A leitura é muito divertida e passa em um piscar de olhos. Quando vi já estava totalmente envolvida e fã do Aquaman. Isso é um ótimo sinal. Além de muita ação – como é de se esperar em boas histórias de heróis – Johns ironiza o leitor ao começar, já na edição número um, zoando o próprio herói através das atitudes das pessoas comuns presentes no roteiro. Mas logo depois Arthur começa a mostrar ao que veio, que ele é sim um cara bad-ass. É como se o autor dissesse para mim e para você: “não, esse cara aqui não faz só falar com peixes, e ele vai te surpreender”. E surpreendeu.

DESENHOS

Os desenhos de Ivan Reis são incríveis. Eles são cheios de vida e de movimento, algo fundamental em histórias de super-heróis. A qualidade e o nível de detalhe do traço impressionam, principalmente por tratar-se de uma série mensal, que geralmente é feita às pressas para não “estourar” o prazo. Mas se tem algo que se destaca nesta série e merece a nossa atenção é a colorização de Rodrigo Reis, ou Rod Reis, outro brasileiro. As cores são de encher os olhos e enriquecem sobremaneira os desenhos. É basicamente o que dá vida a eles.

 



VEREDITO

Aquaman nos Novos 52 é uma série que começou muito bem, sendo bastante elogiada lá fora e em terras brazucas. É muito divertida, possui uma pitada de sarcasmo, e para completar desenhos e colorização espetaculares. Ou seja, uma das melhores coisas que estão saindo pelas grandes editoras no mercado de quadrinhos atual. Recomendo bastante, inclusive para quem nunca teve contato com o personagem.  

Nota:
4/5