segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Resenha: Turma da Mônica - Laços, Vitor Cafaggi & Lu Cafaggi, Panini Comics

Este é mais um quadrinho integrante da coleção Graphic MSP, trazendo histórias inéditas feitas por quadrinistas da cena independente do Brasil fazendo releituras dos personagens clássicos de Mauricio de Sousa. E é, inclusive, considerado um dos melhores (muitos o consideram o melhor, até o momento) quadrinhos da coleção.

Sinopse: O Floquinho desapareceu. Para encontrar seu cachorro de estimação, Cebolinha conta com os amigos Cascão, Mônica e Magali e, claro, um plano “infalível".
Em "Laços", os irmãos Vitor e Lu Cafaggi levam os clássicos personagens de Mauricio de Sousa a uma aventura repleta de emoção, lembrança e perigos.
Fonte: http://www.skoob.com.br/livro/315493ED353322-turma-da-monica-lacos

A delicadeza dos traços de Vitor Cafaggi – demonstrada também na sua fofíssima série de tirinhas, “Valente – e a profunda sensibilidade e inocência do roteiro (afinal, os personagens são crianças), aliados ao fantástico trabalho de colorização (com cores vivas e fortes e utilizando técnicas/tons nitidamente diferentes para as cenas que se passam à noite e as que se passam de dia), tornou “Turma da Mônica – Laços” uma história deslumbrante e, ouso dizer, um clássico moderno dos quadrinhos brasileiros.






Um dos aspectos mais interessantes da obra é a sua capacidade de dialogar com leitores de todas as idades. Eu diria que a história contém camadas: uma criança de qualquer idade, desde que seja alfabetizada, vai conseguir entendê-la a seu modo e se divertir com o quadrinho. No entanto, por baixo da historinha aparentemente cotidiana, infantil, existem significados que talvez só possam ser entendidos em sua totalidade por um leitor adulto: a lealdade, a amizade, o companheirismo, o amor e a coragem são os laços que unem essas quatro crianças ao redor de um objetivo temporário (que é achar o cãozinho do Cebolinha), mas que se torna uma relação sem data de validade. Vemos a “Turma da Mônica” nascer.

Altamente indicado para leitores de todas as idades e leitura indispensável para fãs de quadrinhos. Mais uma prova de que os brasileiros sabem fazer – e como sabem! – quadrinhos de qualidade.

Nota: