quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Resenha: Steve Jobs, uma biografia, Walter Isaacson, Companhia das Letras.

Comecei a ler esse livro no final de dezembro do ano passado e terminei em janeiro. Não foi uma leitura rápida – afinal, são 624 páginas. Mas, podem ter certeza, foi bastante prazerosa. Walter Isaacson escreveu uma biografia detalhada, em linguagem clara e cotidiana, e com honestidade. Steve Jobs não é endeusado em parte alguma: muito pelo contrário, seus maiores (e menores, também) defeitos e erros são expostos. O livro relata que o próprio Jobs pediu ao autor que não mostrasse a ele o que estava escrevendo, pois não queria interferir na obra.

Sinopse: O livro, baseado em mais de quarenta entrevistas com Jobs ao longo de dois anos - e entrevistas com mais de cem familiares, amigos, colegas, adversários e concorrentes -, narra a vida atribulada do empresário extremamente inventivo e de personalidade forte e polêmica, cuja paixão pela perfeição e cuja energia indomável revolucionaram seis grandes indústrias: a computação pessoal, o cinema de animação, a música, a telefonia celular, a computação em tablet e a edição digital.

Numa época em que as sociedades de todo o mundo tentam construir uma economia da era digital, Jobs se destaca como o símbolo máximo da criatividade e da imaginação aplicada à prática.


Embora tenha cooperado com esta obra, Jobs não pediu nenhum tipo de controle sobre o conteúdo, nem mesmo o direito de lê-lo antes de ser publicado. Não estabeleceu nenhum limite: pelo contrário, incentivou seus conhecidos a falarem com franqueza. "Fiz muitas coisas que não acho louváveis, como ter engravidado minha namorada aos 23 anos de idade e a maneira como encaminhei a questão", disse ele. "Mas não tenho nenhum segredo a esconder."

Jobs fala com franqueza, e às vezes com brutalidade, sobre os companheiros de trabalho e os concorrentes. Do mesmo modo, seus amigos, inimigos e colegas apresentam um painel com as paixões, os demônios, o perfeccionismo, os desejos, o talento artístico, as manias e a obsessão controladora que formaram sua atitude empresarial e os produtos inovadores que criou.

Jobs é capaz de levar à fúria e ao desespero quem está perto dele. Mas a personalidade e os produtos, assim como um hardware e um software da Apple, estão unidos num mesmo sistema integrado. Sua história é ao mesmo tempo uma lição e uma advertência, e ilustra a capacidade de inovação e de liderança, o caráter e os valores de um homem que ajudou a construir o futuro.



O abandono pelos pais, a infância em uma família de classe média de Palo Alto, a influência do pai adotivo, que era muito bom em mecânica e atiçou a curiosidade e paixão do garoto, até a criação de produtos como o Ipod, Itunes, Iphone, Macbook, Ipad, passando pela parceria com Wozniak para a criação do primeiro computador Apple,  fundação da Apple, saída, criação da Next, presidência da Pixar (primeiro estúdio a criar um filme de animação em 3D, o premiado Toy Story) até a volta para a Apple e consolidação da sua amada empresa são descritos em uma narrativa fluida, e a cada capítulo ficamos tomados por uma grande curiosidade em relação aos próximos detalhes que nos serão revelados de um cara que simplesmente mudou a história da computação, do cinema, da música, da telefonia e dos tablets.

Depois da leitura fui surpreendida com os sentimentos conflitantes que me tomaram em relação a Jobs: seria ele um completo babaca (afinal de contas, tratava mal os empregados, abandonou a namorada grávida, tinha um super ego) ou um gênio? E cheguei à conclusão de que ele era tão multifacetado que seria injusto de minha parte rotulá-lo. Steve Jobs foi, sim, um homem admirável em muitos aspectos. E é impossível não amar suas criações e realizações. 

Para quem gosta de biografias, se interessa por tecnologia, ou mesmo para quem não entende nada de tecnologia - assim como eu - recomendo fortemente esse livro. Podem acreditar, vocês irão devorá-lo, assim como eu fiz!

Nota:


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Boa leitura e até a próxima, pessoal!